sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Uma adaptação dos gatos selvagens africanos. São menores e menos agressivos (em relação aos seres humanos).
Não se sabe ao certo quando os gatos passaram a ser domesticados. Foram encontrados vários registos no Egipto, como pinturas, estátuas e desenhos de gatos, mas não há provas de que não eram animais selvagens. O que se sabe, devido a peças encontradas em escavações, é que no Egipto o gato era venerado e considerado sagrado. A deusa Bastet (Bast ou Fastet), deusa da fertilidade e da felicidade, benfeitora e protetora do homem, era representada como uma mulher com cabeça de gato e vários gatos estavam relacionados a ela, como seus animais.
Na Pérsia, acredita-se que quando se maltrata um gato preto corre-se o risco de estar maltratando o espírito nascido ao mesmo tempo que o homem, para lhe fazer companhia e, assim, de prejudicar-se a si mesmo.

Uma estatueta de um gato, feita no Egito, representando a deusa Bastet.
Provavelmente, quando as pessoas começaram a dedicar-se à agricultura, os gatos vieram a fazer parte da vida delas.
Por ser um caçador, eles tinham a função de acabar com os ratos, que invadiam os lugares onde eram armazenadas as comidas.
Na Europa cristã, por muitos séculos o gato teve uma posição privilegiada, porém, no início da Idade Média a situação mudou. Os gatos foram acusados de serem associados a maus espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria.
Depois, o gato foi aceito novamente nas casas e nos navios, para acabar com os roedores. Até hoje o gato encontra-se em ascensão, depois de ocupar o posto de caçador de ratos por muito tempo, os gatos passaram a ser utilizados como acessórios em eventos sociais pelas damas. Nessa época o gato começou a ser modificado para exposições, começando assim a criação de raças puras ou com pedigree.
A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres, e esse interesse em expor gatos propagou-se por toda a Europa.
Como animal de companhia, é um dos mascotes mais populares em todo o mundo. Devido ao facto da sua domesticação ser relativamente recente, eles podem viver em ambientes silvestres formando pequenas colônias. A associação do gato com os homens faz com que ele seja referido frequentemente em mitologias e em lendas de diferentes culturas, incluindo a as civilizações egípcia, japonesa, chinesa e escandinava.

[editar] Nomenclatura
O gato doméstico foi denominado Felis catus por Carolus Linnaeus na sua obra Systema Naturae, de 1798. Johann Christian Daniel von Schreber chamou de Felis silvestris o gato selvagem em 1775. É considerado, actualmente, uma das sub-espécies do gato selvagem; pelas estritas regras de prioridade do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, o nome das espécies deveria ser F. catus desde a primeira publicação de Linnaeus. No entanto, na prática, a maioria dos biólogos utilizam F. silvestris para as espécies selvagens e F. catus somente para as formas domesticadas.
Na opinião Nro. 2027, publicada no Volume 60 (Parte I) do Bulletin of Zoological Nomenclature (31 de março de 2003), a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica confirmou a utilização de F. silvestris para denominar o gato selvagem e F. silvestris catus para as sub-espécies domesticadas. F. catus segue sendo válido para a forma domesticada se esta for considerada uma espécie separada.
Johann Christian Polycarp Erxleben chamou Felis domesticus ao gato doméstico na sua obra Anfangsgründe der Naturlehre and Systema regni animalis, de 1777. Este nome e as suas variantes Felis catus domesticus e Felis silvestris domesticus são vistos a miúdo, mas não são nomes científicos válidos segundo as regras do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.

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